sábado, dezembro 28, 2002


vou, mas os deixo em boa companhia:

Valsa brasileira
Edu Lobo- Chico Buarque

Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu

Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer


queimaram... e eram os últimos do pacote... vou ali adiantar o meu lado e ver se arranjo alguma coisa para comer.... dei uma olhada panorâmica na geladeira e nada me apeteceu. tem uma lata de pêssegos no armário... acho que vou assaltar. isso me faz lembrar de um livro que ainda hei de escrever (aí só ficará faltando ter um filho): "as mil e uma possibilidades do pêssego em calda"... parece interessante, não??? :o)


o cheiro que vem da cozinha me avisa que o pão de queijo mineiro que eu coloquei para assar antes de começar a escrever aqui queimou... volto já...


sabe aquelas pessoas para as quais não tem meio termo, ou a gente ama, ou a gente odeia? eu gosto de gente assim... e respeito, mesmo quando estou no time dos que odeiam... porque elas não querem agradar a todo mundo. então, geralmente, são confiáveis. a gente sabe o que esperar delas.

como diria voltaire: "Que Deus me proteja dos meus amigos. dos inimigos cuido eu."

"Um mapa do mundo que não inclua a Utopia não merece nem ser olhado, pois deixa de fora o país no qual a Humanidade está sempre a desembarcar."
(Oscar Wilde)

eu acho que eu tenho tendências anárquicas...


e, para quem pensa que na bahia quando a gente fala em sair para dançar vai necessariamente rebolar ao som de axé e pagode (eca!), um recado: a bahia é muito, muito, muito, muito mais que isso...
querendo dar uma passadinha por aqui me avisa que eu dou as dicas... :o))


duas coisas sobre o meu programa (saí para dançar) de ontem à noite:

1) estou ficando velha. é um fato. há poucos anos eu faria exatamente a mesma coisa e no outro dia estaria pronta para outra. hoje não estou sentindo as minhas pernas.

2) para as mulheres: quando sairem para dançar com um grupo de amigas e não quiserem ser incomodadas por aqueles carinhas que saem do nada querendo te agarrar, fiquem próximas a um grupo de gays. os tais carinhas não se aproximam e a diversão e animação são infinitamente maiores. nunca me diverti tanto.


cora, minha filha, quando você vier por aqui já tem uma guia turística garantida, viu? :o))


gente, deixa eu contar uma coisa. se vocês ainda não perceberam, eu sou baiana, e baiano que é baiano quando recebe um presente tão lindo desses, fica bobo mesmo... olha só o que a cora fez prá mim:


esse tipo de coisa me deixa tão feliz que vocês nem imaginam... :o) queria saber fazer essas coisinhas lindas prá poder retribuir... :o)


hoje o bazar é self service... vocês vão me desculpar, mas depois de ter dançado das 21:30 da sexta até às 2:00 da madrugada de sábado, eu vou ficar sentada... podem se servir... deixem o $$ no caixa... fiado só amanhã.
aliás, que saber de uma? vou ali dar uma dormidinha, depois volto.
té mais.


sexta-feira, dezembro 27, 2002


essa vai em homenagem ao sérgio, do catarro verde (link ali em cima)





como é de conhecimento público, estou trabalhando para interditar o matadouro lá no meu exílio. pois é. chegou às minhas mãos um programinha de computador (ah, a tecnologia...) que serve para constatar se a carne consumida é saudável ou não. interessante, né? quando a gente pensa que inventaram tudo, chega alguém e pensa em algo novo. recebi hoje. clique aqui e tire todas as suas dúvidas sobre a sanidade do animal que vai do abate para a sua mesa.

(salve na sua área de trabalho... é rapidinho... ah! ligue a caixa de som...)


bom dia! :o)
acordei com essa música na cabeça e já estou enlouquecendo todo mundo aqui de casa, cantando (berrando) aos quatro ventos:

Antes de continuar as cerimônias desse casamento se alguém souber de algo
Que impeça esse matrimônio que fale agora
Por favor pare agora
Senhor juiz pare agora
Senhor juiz eu quero saber
Sem este amor o que vou fazer
Pois se o senhor este homem casar
Morta de tristeza sei que vou ficar
Por favor pare agora
Senhor juiz pare agora
Senhor juiz esse casamento
Será pra mim todo meu tormento
Não faça isto peço por favor
Pois minha alegria vive deste amor
Por favor pare agora
Senhor juiz pare agora
Senhor juiz eu sei que o senhor é bonzinho
Por favor ele é tudo que eu amo
É tudo o que eu quero
E estou certa que ele também me quer
Por favor pare agora
Senhor juiz pare agora
Por favor, não deixe sofrer assim
Senhor juiz escute, isto não se faz
Todo mundo sabe que eu amo este rapaz
Por favor, pare
Pare senhor juiz

quinta-feira, dezembro 26, 2002


boa noite... :o)


um recado bem educado para pessoas mal educadas ...rs...


e já que falei em paulinho da viola ali embaixo, aqui vai mais uma dele que eu adoro:

Coisas do Mundo, Minha Nega
(Paulinho da Viola)

Hoje eu vim, minha nega como veio quando posso
Na boca as mesmas palavras, no peito o mesmo remorso
Nas mãos a mesma viola onde gravei o teu nome

Venho do samba há tempo, nega, vim parando por aí
Primeiro achei Zé Fuleiro que me falou de doença
Que a sorte nunca lhe chega, está sem amor e sem dinheiro
Perguntou se eu não dispunha de algum que pudesse dar
Puxei então da viola, cantei um samba pra ele
Foi um samba sincopado que zombou do seu azar

Hoje eu vim, minha nega, andar contigo no espaço
Tentar fazer em seus braços um samba puro de amor
Sem melodia ou palavra pra não perder o valor

Depois encontrei seu Bento, nega, que bebeu a noite inteira
Estirou-se na calçada sem ter vontade qualquer
Esqueceu do compromisso que assumiu com a mulher
Não chegar de madrugada, e não beber mais cachaça
Ela fez até promessa, pagou e se arrependeu
Cantei um samba pra ele, que sorriu e adormeceu

Hoje eu vim, minha nega, querendo aquele sorriso
Que tu entregas pro céu quando te aperto em meus braços
Guarda bem minha viola, meu amor e meu cansaço

Por fim eu achei um corpo, nega, iluminado ao redor
Disseram que foi bobagem, um queria ser melhor
Não foi amor nem dinheiro a causa da discussão
Foi apenas um pandeiro que depois ficou no chão
Não tirei minha viola, parei, olhei e vim-me embora
Ninguém compreenderia um samba naquela hora

Hoje eu vim, minha nega, sem saber nada da vida
Querendo aprender contigo a forma de se viver
As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender



Soneto XXV

Antes de amar-te, amor, nada era meu:
vacilei pelas ruas e as coisas:
nada contava nem tinha nome:
o mundo era do ar que esperava.

E conheci salões cinzentos,
túneis habitados pela lua,
hangares cruéis que se despediam,
perguntas que insistiam na areia.

Tudo estava vazio, morto e mudo,
caído, abandonado e decaído,
tudo era inalienavelmente alheio,

tudo era dos outros e de ninguém,
até que tua beleza e tua pobreza
de dádivas encheram o outono.

Pablo Neruda


livros que ganhei no natal:

1) jogo de amarelinha - julio cortázar - o primeiro a ser (re)lido (amei ter ganhado esse, porque eu tinha, mas, contrariando o meu próprio lema que diz: "livro, cd e namorado não se empresta", emprestei)


2) as utopias anarquistas - flávio luizetto (parece muito bom... quando eu ler eu conto)


3) mau humor - ruy castro (com o tempo colocarei algumas frases aqui no bazar...são muito engraçadas :o)



quando eu era criança eu tinha medo de algumas pessoas. angela rô rô era uma delas.


é horrível quando vc procura um amigo com um problema que está te deixando muito triste e chateado e acontece isso:

você – poxa, fulano, tô com um problemão... (conta tudo)

amigo (1a hipótese) – só isso? pois você não sabe pelo que estou passando (conta todo o problema dele, monopoliza a conversa com um monte de lamentação não deixa vc falar mais nada)

amigo (2a hipótese) – você devia ter vergonha de estar triste com isso. sabe quantas pessoas estão morrendo de fome agora? o que é esses seu probleminha diante da fome das crianças na áfrica?

não que eu não queira ajudar a pessoa com os problemas dela, nem me preocupe com os males do mundo, mas, se procuro alguém porque estou triste com alguma coisa, quero só um pouco de ânimo e incentivo, e não terminar a conversa mais arrasada do que estava quando comecei.

lembrei de mário quintana: o pior dos nossos problemas é que ninguém tem nada a ver com isso.

sabe aquelas músicas que a gente ouve que deixam a gente arrepiada? ontem eu ouvi essa (há muito que não ouvia) e fiquei assim...

Para um Amor no Recife
(Paulinho da Viola)

A razão porque mando um sorriso
E não corro
É que andei levando a vida
Quase morto
Quero fechar a ferida
Quero estancar o sangue
E sepultar bem longe
O que restou da camisa
Colorida que cobria minha dor
Meu amor eu não esqueço
Não se esqueça por favor
Que eu voltarei depressa
Tão logo a noite acabe
Tão logo esse tempo passe
Para beijar você


eu não gosto de ir ao médico.

hoje acordei às 5:44 e não consegui mais dormir... pois é... a vida tem dessas ironias...
agora tô aqui fazendo hora para ir ao médico... como sempre, vai ser mais ou menos assim:


e aí, pessoas, natal maravilhoso, festança, comilança, confraternização, paz na terra aos homens de boa vontade, tudo muito bom, tudo muito bem, mas agora vocês têm que voltar ao batente, né?? é isso aí... dou o maior apoio, viu?? querendo conversar, vocês me encontram ali embaixo, na praia... :o)

quarta-feira, dezembro 25, 2002


ainda estamos fechados! só entrei aqui prá pendurar o presente que ganhei do gravatai...

olha o que ele fez e colocou lá no caneta bic...


fiquei boba... :o)

gravataí, se agora eu já tô no maior orgulho, imagina quando você ficar famoso!! :o))

P.S. prá todo mundo que passou por aqui no feriado, muito obrigada pelo carinho, tá? :o)

segunda-feira, dezembro 23, 2002


ps. hoje o bazar fecha para balanço. no dia 26 (ou 27) reabrirá com um saldão imperdível! queima de estoque! não percam!! :o)


para os frequentadores do bazar, os que caem aqui por engano e gostam, para os que não gostam, para os que passam de caju em caju, prá os que passam na porta, olham prá dentro e passam direto, para os(as) mais mais (esses em especial porque, com os seus blogs, me fazem companhia no meu exílio... :o)), eu desejo FELIZ NATAL (tão feliz que ultrapasse as barreiras do ano novo e se estenda por mais 365 dias...) e mando um abraço com muito carinho... :o)


"Então é Natal...
E o que você fez?
O ano termina
E nasce outra vez!"

será que as pessoas têm idéia de quantas cambalhotas e reviravoltas o john lennon dá no túmulo toda vez que esses versos são cantados?? eu acho que não...


"João amava Teresa que amava Raimundo / que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili / que não amava ninguém. / João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, / Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, / Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes / que não tinha entrado na história."

essa quadrilha é uma boa para ilustrar a minha atual embolação sentimental... só que aí eu tô menos para a maria e mais para a lili... e o meu j. pinto fernandes ainda não entrou na minha história...

esta semana eu estava conversando com um veterinário, que está me ajudando com o problema dos matadouros clandestinos... aí, lá pelas tantas, começamos a falar de outros assuntos e ele começou a reclamar que estava muito cansado... disse que isso vem desde os trinta anos, quando ele decobriu que estava com pvc... falou ainda que se agravou no ano passado, quando fez cinquenta, porque a pvc evoluiu para pvi... e que o pior é que não tinha cura... eu, séria, meio sem jeito, porque não o conheço direito, perguntei o que significavam as siglas, que doenças eram essas.
ele: doença? não é doença não! entre os trinta e os cinquenta é a porra da velhice chegando, depois dos cinquenta é a porra da velhice instalada!

hoje eu escapei de uma... na verdade não escapei, porque sabia que não ia cair... apostei com um amigo porque tinha certeza de que iria ganhar... mas, se fosse uma das minhas certezas que de certas não têm nada, eu iria me dar mal... isso porque, se eu perdesse a aposta, ia ter que colocar aqui no blog uma foto minha, de biquini, sentada num dos bancos do café da livraria siciliano, lendo um livro sobre equinos, mordendo os lábios e fazendo "carinha de me coma"...
o que importa é que EU GANHEI A APOSTA e o bazar vai continuar sendo catalogado na lista de blogs como um estabelecimento familiar...
ah, e se vocês ainda tem alguma dúvida sobre a saúde mental do meu amigo, podem ter certeza... é uma mente doentia...:o))
não foi dessa vez... :o)))

em primeiro lugar, um puxão de orelha na lidiane, que me enganou direitinho... :o))
mas, apesar disso (eu já perdoei :o)) quero parabenizá-la porque ela meteu as caras, foi lá e fez o blog dela! por isso e por ser um blog interessante, de elucubrações (é com "u" mesmo :o)), o empório é um dos mais mais do bazar...


cheguei! :o)

domingo, dezembro 22, 2002


por hoje é só... e...

AMANHÃ EU VOU POSTAR DE CASA!!!!!!!!!!!!!!!!


ah, e se vc não percebeu os links do posts já estão abrindo em uma nova janela... :o))))

o gravataí colocou um link pro bazar...

muito agradecida, viu? :o)

por falar no gravataí, ele teve uma idéia muito legal e criou o caneta bic

anda, criatura, vai lá conhecer!



Por quem foi que me trocaram
Quando estava a olhar pra ti?
Pousa a tua mão na minha
E, sem me olhares, sorri.
Sorri do teu pensamento
Porque eu só quero pensar
Que é de mim que ele está feito
É que tens para mo dar.

Depois aperta-me a mão
E vira os olhos a mim...
Por quem foi que me trocaram
Quando estás a olhar-me assim?

Fernando Pessoa

hoje fui a uma loja, numa cidade vizinha. eu e a mulher do delegado (que dupla...rs...). lá, ela gostou de uma blusa que estava na vitrine. o preço da etiqueta: R$ 38,00. experimentou, ficou bonita, resolveu levar. na hora de pagar, o carinha colocou a referência no computador e deu o preço como sendo R$ 45,00. ela já tinha preenchido o cheque de 38. eu, de longe, ouvindo:

ele – tem nada não, a sra. dá os R$ 7,00 em dinheiro.
Ela – poxa, você podia dar esse desconto, né?
Ele – ah, não dá não, o preço é 45, é que por engano colocaram 38 na etiqueta.

Aí eu não agüentei, cheguei junto e perguntei:

Eu – desculpa, mas qual foi o erro?
Ele – é que o preço é R$ 45,00, mas estava marcando errado na etiqueta.
Eu – é... mas o senhor, como bom comerciante que é, sabe que o preço que ela vai pagar é o da etiqueta, né?
Ele – Não, é que foi engano, o da etiqueta estava errado.
Eu – Eu sei que foi engano... mas, o senhor deve saber que, pelo código de defesa do consumidor, quando uma mercadoria está com dois preços, o preço a ser pago é o menor, e, neste caso, vai ser o que estava na etiqueta, não sabe?
Ele, a contragosto, como se estivesse fazendo favor – a gente não vai brigar por R$ 7,00, né?
Eu – é claro... é conversando que a gente se entende...

A mulher estava na estação ferroviária, doida para descarregar a bexiga. Olhava para o relógio a todo instante e, pela hora, o trem já deveria ter chegado na plataforma há pelo menos dez minutos. Ela se contorcia daqui, se contorcia dali, até que não agüentou mais e foi ao banheiro.
Quando voltou, o seu trem havia chegado, mas já havia partido.
- Oh, não! - fez ela, sentando-se no chão e derramando-se em lágrimas.
Nisto o mineiro, solidário, aproximou-se dela:
- Ô, Dona! Pruquê esta choradera?
- É que eu fui fazer xixi e o meu trem partiu! - explicou ela.
- Uai, mas a sinhora já num nasceu com o trem partido?!



já falei que adoro criança, né? mas tudo tem limite. o meu vizinho, que já está naquela idade em que a criança só é suportada pelos pais (10, 11 anos), ganhou uma flauta doce. resultado. há três dias eu tenho que agüentar o tuuu... tututu... tuuu... tututu (leia em ritmo de noite feliz) sem parar. é de enlouquecer. ele arriscou asa branca umas duas vezes, mas acho que não gostou e voltou para o noite feliz... pior que isso só entrar no shopping em salvador (porque eu ainda não fiz as compras de natal) e ter que enfrentar simone e aqueles gatos chatos miando em ritmo de música de natal...