sábado, novembro 23, 2002


Amor é Síntese

Por favor não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeito amor.

Mário Quintana

tomara que hoje dê trovoada!!!! adoro trovoada, com raios e tudo mais!!! quem já passou por isso no interior sabe como é lindo... lembrei que estou sozinha... sozinha não deve ser legal... mas não deixa de ser bonito... um pouco assustador, mas muito bonito.

tá chovendo bastante, desde de manhã... agora tive que fechar as janelas, porque começou a ventar... por um lado é bom, porque se estivesse fazendo sol eu estaria mais triste por conta de estar aqui trancafiada em casa. por outro lado é ruim... essa chuva lá fora, o ventinho frio, a casa mais escurinha, tudo isso faz a necessidade de companhia aumentar... mais tarde vou fazer uma pipoquinha e ver televisão na cama. alguém para me acompanhar? alguém?

não quero pagar a língua (deus me defenda!), mas eu não me casaria com um dono de funerária. visualiza: “benzinho, aquela viagem que a gente estava planejando para as férias, acho que não vai rolar... não tem morrido muita gente nesses últimos meses...”. que horrível, nénão?

estava trabalhando. cansei e liguei a tv na band. passava um programa de vendas que anunciava um negócio chamado med erect. é uma daquelas coisas que parecem uma bomba de sucção para facilitar a ereção. se o cidadão não ficar satisfeito devolvem o dinheiro. que constrangedor, né? em tempo: a dublagem e os depoimentos foram um show à parte.

meu primo ficou, no ano passado, quatro meses numa cidadezinha ao norte da noruega. a noiva dele é norueguesa. por essa e outras eu ainda acredito no amor... só ele explica passar quatro meses sem ver o sol, num inverno de – 40 graus... (teve um dia que chegou a – 50, mas acho que é o tipo de diferença que, já estando até com os ossos congelando, a gente nem sente)


QUERO IR PARA UMA PRAIA - mangue seco, de preferência. acordei cedo e tava passando um programa da tv local sobre aquele lugar. às vezes eu penso seriamente em largar tudo e ir para um lugar assim...


por falar em crianças, uma dúvida que sempre tive: quando será que as crianças começam a ter pensamentos lógicos e concatenados? o filho de um amigo meu, por exemplo, me deixa invocada. tem quatro meses. quando está mamando faz uma carinha de quem está tentando compreender a teoria da relatividade. o que será que passa por essas cabecinhas?

eu quero ter um filho. aliás, eu quero ter uns filhos.



deu ontem no jornal nacional: a primeira palavra que o tom jobim falou foi absolutamente... não quero duvidar, mas quem já conviveu com crianças falando as primeiras palavras deve estar se perguntando (como eu): quem foi que conseguiu traduzir?


alguém já leu “o processo”, de kafka? tô com um processo aqui em que o réu deve estar se sentindo que nem aquele cara... ainda não entendi como ele caiu de para quedas ali...


dia d contra a dengue. vou ali esterilizar uns mosquitos.



tô triste mas não vou sumir não! :o) escrever aqui faz o tempo passar mais rápido... eu vou, mas volto... :o)

preciso de gente, preciso de som de conversa e de risadas (inclusive a minha), preciso ter alguém perto para pegar, preciso falar (e não escrever) bobagem, preciso discutir sobre os sérios problemas que assolam a humanidade e achar soluções para todos eles, numa roda de amigos, até altas horas da noite... acho que eu só descobri como é ficar realmente triste quando passei o primeiro final de semana sozinha aqui... e, ao que parece, esse vai ser um pouquinho pior... tô triste...

sexta-feira, novembro 22, 2002


e, para não perder o costume, um final com poesia...

"O amor às vezes coincide com o namoro, às vezes não.
O amor às vezes coincide com a paixão, às vezes não.
O amor às vezes coincide com o casamento, às vezes não.
O amor às vezes coincide com o amor, às vezes não.”

Silêncio Amoroso
Deixa que eu te ame em silêncio
Não pergunte, não se explique, deixe
que nossas línguas se toquem, e as bocas
e a pele falem seus líquidos desejos.
Deixa que eu te ame sem palavras
a não ser aquelas que na lembrança ficarão
pulsando para sempre
como se o amor e a vida
fossem um discurso
de impronunciáveis emoções.

os dois são de Affonso Romano de Sant'Anna


hoje eu ouvi a seguinte frase: mulher apaixonada é capaz de tudo. concordo. desde que esse “tudo”não inclua burrices imperdoáveis (as perdoáveis, pode... :o)). sim, porque amor e inteligência não são incompatíveis, apesar de parecer o contrário.


cheguei em casa cedo, hoje... à tarde trabalhei por aqui... liguei a tv quando cheguei ao recesso do meu lar e deu o seguinte:

globo – regina duarte – chorando prá variar (eu tenho medo dela).
rede tv – programa de fofoca
sbt – venda de produto importado, do tipo tabajara
bandeirantes – venda de shampoo antiqueda de cabelo – garoto propaganda: pepeu gomes, que mais está parecendo uma índia gorda (que comentário maldoso, maria...)
record – eliana

é sempre assim ou sou eu que chego em casa nas horas erradas?

pergunta a ser feita quando precisar comprar um livro de psicologia infantil: o autor tem filhos? é... porque nós sabemos que, em quase tudo na vida, na prática a teoria é outra.


falando em guitarra, você já ouviu o cd do eric clapton com o b.b. king? não??? tsc, tsc, tsc... tá dormindo no ponto...


concurso de air guitar. pelo amor dos meus futuros filhinhos, o que é isso?


há alguns dias eu estava arrumando uns livros lá em casa, aí encontrei alguns livros infantis, da minha época de primário. um deles se chamava “o peixinho dourado”. eis um resumo da história:

era uma vez um peixinho dourado que vivia num aquário, na feira, esperando para ser comprado. um belo dia, quando já tinha perdido todas as esperanças, foi comprado por uma linda menininha loira. a linda menininha loira o levou para a casa dela, uma bela mansão, e o colocou num belo aquário, de frente para a televisão. o peixinho estava extremamente feliz. mas o tempo passou, passou, passou, voou e o peixinho cansou. a vida era boa, a menininha era boa, a casa era boa, mas ele vivia preso. resolveu fugir e fugiu. conseguiu (não lembro como), chegar ao rio. lá sim, era feliz. nadava livre pelas águas. mas aí, sentiu fome e enfrentou perigos. predarores, coisa e tal. a vida livre não era fácil. quando ia ser comido (no outro sentido, mente suja!!! é um livro infantil ) por um peixão, foi pego por uma rede e, suprema ironia do destino, voltou para aquela feira, para ser vendido. novamente, quando já tinha perdido todas as esperanças, a mesma menininha linda e loira voltou, o comprou e o levou de volta para casa.

é isso... parece inocente, né? mas, pense bem. a lição é: o peixinho estava melhor preso num aquário, mas na frente da tv, numa casa linda, com uma menininha linda e loira cuidando dele. a liberdade é perigosa. em tempo: o autor do livro é alemão.

vixi! agora me senti uma neurótica, tipo aquele físico (era físico?) do filme “uma mente brilhante”... mas tem lógica, não tem não?


essa cena aconteceu há alguns meses. eu estava vendo tv com o meu sobrinho (6 anos). o programa era gente inocente. diálogo:

ele - tia, como é o nome desse moço?
eu – márcio garcia.
ele – ele é legal, né, tia?
eu – é...
ele – você acha ele bonito?
eu (sem saber que rumo a conversa iria tomar) – é, ele é bonitinho... (n.r. a falta de entusiasmo é porque ele não faz o meu tipo)
ele – tia, eu ia gostar se você namorasse com ele. porque você não casa com ele?
eu – porque ele ronca muito alto, meu amor.


hoje é o dia do músico. parabéns a todos eles. os de verdade, tá? porque tem gente que pensa que para ser músico basta saber tocar algumas músicas do caetano veloso no violão. para esses o recado é: sentem e estudem (muito), talvez um dia vocês consigam.


o oscar achou um cd do ivan lins na estante... o cara é um chato mesmo... fico aqui imaginando ser convidada para um jantar na casa dele, na época em que ele era casado com a lucinha lins... conseguiria chegar com vida até a sobremesa? pode ser... isso se eles não resolvessem improvisar um dueto para entreter os convivas...


quem diria que um concurso de miss mundo algum dia provocaria essa guerra, hein? até as misses estão protestando... eu sou do tempo em que o livro preferido delas era o pequeno príncipe...


eu não sou cafezinho, mas também sou um vício... adorei isso!! :o))

valeu oscar... também sou viciada numa mariscada... :o)

beijo.



quinta-feira, novembro 21, 2002



prá terminar (por hoje)...

Soneto a Quatro Mãos
Vinicius de Moraes / Paulo Mendes Campos

Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.



águias comendo o fígado, limpeza de estrebarias, subir com rocha morro acima... esses gregos tinham uma imaginaçãozinha frutiferamente sádica, nénão??

mas, para mim, o pior castigo do mundo foi mesmo o “ganharás o pão com o suor do teu rosto”


“dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer em paris...”

preciso ganhar na mega sena... alguém aí me diz 6 números??


eu estava tentando colocar fotos aqui no bazar... aí lembrei de uma coisa que aconteceu com uma amiga. ela precisava de uma foto, daquelas pequenininhas, 2x2. aí, chegou num daqueles estandes, de shopping, que tiram a foto e entregam em cinco minutos. a foto era digitalizada. ela estava com a mãe. diálogo:

amiga - ah, eu não quero tirar aqui não, essa foto digitalizada deixa a gente muito feia
mãe – que nada menina, é igual à foto comum..
amiga – não é não, fica feio!
mãe (se dirigindo ao funcionário do lugar) – sai bonita sim, não sai, moço?
carinha – olha, a foto é igual às outras... mas milagre a gente não faz não...




pequena verdade incontestável ou murphy tinha razão:

“quando um vôo em que você vai se atrasa o vôo da sua conexão sai no horário.” – recebi do beto



vou passar o final de semana aqui... se não aparecer nunca mais após o sábado, é porque sucumbi ao domingo... visualize: domingo à tarde, sozinha (a não ser que alguma alma caridosa me faça uma visitinha surpresa... :o)))), numa cidade do interior, sem carro... ou saio pela janela (me atiro) ou saio numa camisa de força.



o corregedor esteve aqui ontem... visitinha de inspeção... acho que agradei...

eu não gosto de gente que não olha no olho quando conversa...
eu não gosto de gente que não aperta a minha mão com firmeza quando se apresenta...
eu não gosto de gente que fala gritando...
eu não gosto de gente que não dá bom dia...
eu não gosto de gente que não fala obrigado...
fora isso, poucas são as coisas que me desagradam no próximo, e a maioria delas é contornável ou perdoável, afinal, ninguém é perfeito e de perto ninguém é normal.



a união está cobrando taxa de ocupação dos moradores de casas à beira mar, devida à marinha.. cobraram de um cidadão os atrasados, desde 92... só que ele construiu a casa no ano retrasado. assim fica fácil ganhar dinheiro...


os leitores (alô, tem alguém aí??) desse bazar me perdoem as eventuais pedradas que dou no português... mas, como disse luiz fernando veríssimo, a gramática precisa levar uma surra todos os dias para aprender quem é que manda.

terça-feira, novembro 19, 2002



desisto! agora só vão conhecer a dona do bazar no fim de semana. em tempo: passarei aqui, exilada e deprimida.

tô tentando, mas não tá rolando nada... sem fotos para o bazar, por enquanto...

segunda-feira, novembro 18, 2002



chega, né? até eu me surpreendi com a quantidade de bobagem... já vou embora... antes, um pedido: alguém me diz como colocar fotos que tenho no pc no blog? pagamento a combinar.

ps. se existir uma alma caridosa disposta a me ajudar, diz aí nos comentários ou manda um e-mail, tá? sexta-feira eu respondo.



quem foi o engraçadinho que falou para o Paulo Ricardo que ele é ator??? taí! o homem acreditou e agora o estrago está feito. pô, que brincadeira sem graça!


por falar em beleza masculina, eis uma lista de como podemos classificar os homens, de acordo com a beleza:

1- muito feio
2- feio
3- pouco feio
4- bonitinho (feio arrumado)
5- bonito
6- muito bonito
7- lindo
8- maravilhoso
9- george clooney

aqui recordo um post já publicado: beijando bem, cheirando bem e pegando bem, até muito feio fica bonito.



ouvi uma discussão sobre se o ator português da novela das oito é bonito ou não. não me envolvi, não conhecia as interlocutoras e ninguém pediu a minha opinião. sem entrar no mérito da questão, daria uns beijinhos nele tranqüilamente.



cidadão – a gente viveu junto por 20 anos, dra., e agora não dá mais não.
dra. – 20 anos? Têm certeza de que querem se separar?
cidadão – tenho, dra. não dá mais não. ela descobriu a outra.
a mulher (única fala) – as outras, né?
cidadão – risinho de canto de boca.
dra. – bem... nesses 20 anos construíram o quê juntos?
cidadão – juntos nada. eu construí uma casa, plantei uma roça, fiz o trabalho todo sozinho.
dra. – e ela? ela não fez nada?
cidadão – ela só ficava em casa, com os meninos (nota da redatora – “os meninos” são 8 filhos).
dra. – ela cuidou da casa, dos seus filhos e do senhor, durante esses 20 anos?
cidadão – é, dra. ela é uma boa mãe e boa dona de casa, isso eu não nego.
dra. – e o senhor acha que isso não e trabalho?
cidadão – ah, dra., isso não é trabalho não...

a próxima cena não aconteceu, mas faltou pouco:

cidadão, roxo, sem ar – socorro, socorro, a dra. tá me sufocando!!!!


isso, maria... continua a escrever bobagem... quando a conta do telefone chegar vai chorar no pé do caboclo.



calêndula – gosto dessa palavra. tenho que me casar com um homem ajuizado que me impeça de colocar esse nome na nossa filha.



atenção pedestres, motoristas, guardas de trânsito, postes, placas, sinalizadores e afins, vocês correm perigo! vou tirar a habilitação e, em janeiro, comprarei o carro. Brincadeira de lado, o perigo não é tanto, eu sei dirigir... só não consegui convencer o detran disso (ainda...). na verdade sou um ás no volante... o resto do baralho? bem... deixa pra lá...



e o Bahia continua na primeira... ufa... essa torcida prá não cair foi exaustiva... mais um motivo para comemoração no próximo final de semana (porque só vale com a minha presença!) e então, tricolores, onde vai ser?


DILÇIONARIO JIURÍDICU DO SEU CREYSSON

ARRESTO:
Arréstio é um pôquinho di comidia que sóbria pra jântia, ou pra
malmítia.

LIMINAR:
É quândio um bandídio da comunidade manda liminar ôtro cara di que ele não gostia.

AGRAVO:
É mutio simpres, é o mêrmo qui amemorizo, ou adecoro.

APENSO:
Essa é fáciu. Apensio, logo ezistio.

HABEAS CORPUS:
Si fô sem conssentimentio, é istrupo.

INTIMAÇÃO:
Intimassão é o momentiu di intimidadi di um cazau.

PREGÃO:
É a mais óbivia. É um prégio mutio grandi.

ARROLAMENTO:
Arrolhamentio poder ser duas coisa: O atio de botiar a rolhia na
garrafa ou di rolá uma coisa mutio pesádia.

PENSÃO ALIMENTÍCIA:
Na penção alimentiça pódesse cumer mutias coisas, dependi di qual é o prátio du dia.

CARTÓRIO:
É o mermu qui supusitório, só qui di cartião.

ACÓRDÃO:
Éssa é ridicola. É qui todus fasem dimanhãnzinha.

FÓRUM:
É o passadio do verbo fumu. Por exemprio: Eles fórum mais num
voltiarum.

COMISSÁRIO:
É quem vivi di comição: Exemprio: garsson e franelinha.

domingo, novembro 17, 2002


outro recado, para outro alguém (tenho que tomar cuidado para não transformar esse blog em um pombo correio virtual):

"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o
meu direito de lhe mandar à merda". (voltaire adaptado)


nesse alguém a carapuça vai servir, com certeza.


recados dados, agora eu vou. preciso me preparar psicologicamente para a minha viagem hoje à tarde. tomara que o motorista seja legal. o do domingo passado era ótimo. batemos altos papos quando ele parava nas rodoviárias do caminho. sim, meus caros, porque o ônibus que eu pego é pinga-pinga. faz em 4 horas uma viagem que, de carro, se faz em 2 horas e trinta. satisfação garantida só se seu humor for inabalável. não recomendamos a viagem em período de tpm. mas é melhor que ir à pé. pior seria se pior fosse, nénão?

inté.
tô indo hoje... mas preciso mandar um recadinho para alguém com quem não posso falar pessoalmente... tomara que a carapuça sirva.

"Acorda, sorri
o dia chegou
o sol vai sair
o temporal já passou.

A luz vem dizer
que o susto acabou
o engano morreu
e a vida continuou.

Foi tudo apenas pesadelo e impressão
e a coragem volta sem nos avisar
Repare como corre aquela lotação
Parando aqui, ali e disparando

Se a gente pega e faz o sonho desandar
Entra no dia e continua a aflição
Mas se um motivo exprime um novo começar
Outro motivo vem lhe dar a mão."

fagner. ele está se redimindo depois de ter se perdido pelas "borbulhas de amor"... :o)